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Um espaço de verdade e conexão, onde cada palavra nasce do sentir e cada partilha convida ao regresso a ti.

O dia em que regressei para mim...

  • Foto do escritor: Anahata Terapias
    Anahata Terapias
  • 6 de mai.
  • 1 min de leitura

Não foi um despertar bonito como nos filmes.

Foi silencioso. Cansado. Cheio de perguntas que doíam mais do que as respostas.

Foi o dia em que percebi que, para caber no amor de alguém, eu estava a abandonar-me todos os dias.

Eu diminuía a minha voz para evitar conflitos.

Explicava o meu valor para quem fingia não ver.

Chamava de amor aquilo que, no fundo, era apenas sobrevivência emocional.

E então… algo mudou.

Não foi coragem repentina.

Foi cansaço.

Cansaço de implorar respeito.

Cansaço de tentar ser suficiente para alguém que precisava que eu me sentisse insuficiente.

Naquele momento, uma verdade se revelou com clareza:

algumas pessoas só permanecem na nossa vida enquanto nos permitimos abandonar.

E então parei.

Parei de negociar minha paz.

Parei de tentar salvar quem me afogava.

Parei de me explicar para quem nunca quis compreender.

Foi ali que comecei a escolher-me.

E escolher-me não significou ausência de dor.

Significou sentir… mas não voltar para o lugar que a causava.

Foi o início da cura.

O início do reencontro com quem eu sempre fui, e havia deixado para trás.

Hoje eu entendo:

bendito foi o dia em que acordei…

porque naquele dia eu não perdi alguém.

Eu recuperei-me.

 

 A cura começa quando decidimos não nos abandonar mais.


Sandra Dhriti Dasi


 
 
 

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