Pessoas casa...
- Anahata Terapias
- 6 de mai.
- 1 min de leitura
Existem pessoas que entram na nossa vida sem fazer anúncio.
Não chegam com discursos épicos nem promessas grandiosas.
Chegam e ficam.
Quando o mundo nos pesa nos ombros e começamos a duvidar de quem somos, elas não nos tratam como frágeis. Olham para nós como quem vê força adormecida. Como quem sabe que aquilo não é fraqueza, é só uma pausa.

São as que permanecem quando estamos difíceis, quando choramos sem explicar.
As que nos dizem a verdade mesmo quando dói, mas nunca com intenção de ferir.
Há uma diferença enorme entre ferida e cura, e elas sabem exatamente onde tocar.
Celebram as nossas vitórias como se fossem delas. Batem palmas sem sombra escondida, sem competição silenciosa.
Há uma generosidade rara nesse amor.
Algumas salvam-nos de pessoas erradas. Outras puxam-nos para trás antes de decisões precipitadas.
E há aquelas que, com uma frase simples, nos salvam de nós próprias.
Não é dramático. Não há música de fundo.
É um chá que se prolonga até a dor amolecer.
É um áudio longo que começa com “ouve…”
É uma gargalhada no meio do caos.
É um “vais conseguir” quando o medo tenta vencer.
Elas lembram-nos quem somos quando nos esquecemos. Dizem “tu não és isto” quando estamos a aceitar menos do que merecemos. Devolvem-nos ao eixo quando o coração anda desalinhado.
E um dia, ao olhar para trás, percebemos que sobrevivemos a muita coisa.
Não porque éramos invencíveis. Mas porque nunca estivemos sozinhas.
As pessoas que nos salvam são casa.
E casa é o lugar onde podemos pousar a armadura no chão e respirar sem medo.
Sandra ✨Dhriti Dasi



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