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Saudades de um Lar que a Alma Não Esqueceu...

  • Foto do escritor: Anahata Terapias
    Anahata Terapias
  • 20 de mai.
  • 2 min de leitura

Estou aqui, mas sinto, no mais profundo da alma, que não pertenço verdadeiramente a este mundo…Como se o meu coração tivesse saudades de um lar que os meus olhos nunca viram, mas que a alma reconhece.

Esta realidade é apenas uma passagem, um sonho temporário onde a alma se encontra aprisionada pelo véu da ilusão.

Olho à minha volta e tudo me parece tão frágil, tão passageiro, tão irreal…

como se, a qualquer instante, pudesse despertar e regressar ao meu verdadeiro lar espiritual.

Vivo neste tempo e neste mundo com um aperto no peito, uma saudade inexplicável de algo que apenas a minha alma sabe...

Ainda assim, algo dentro de mim sussurra que a alma não pertence a este plano, porque foi criada para algo muito mais puro, eterno e divino.

E talvez seja por isso que nada aqui consegue preencher completamente o vazio que carrego no coração.

Há momentos em que desejo descobrir a verdade por detrás desta saudade inexplicável, mas agarro-me à fé para não me perder nos labirintos da minha própria mente.

Sinto saudades de coisas que não recordo ter vivido neste corpo, de uma presença cuja face desconheço, mas que a alma parece reconhecer.

E surpreendo-me, tantas vezes, com o coração a suspirar por algo que não consigo explicar… como se existisse uma ligação antiga, esquecida pelo tempo, mas não pelo espírito.

Talvez, enquanto o corpo adormece, a alma vagueie por dimensões que a mente humana não consegue compreender. Talvez reencontre outras almas, talvez recorde, por breves instantes, a sua verdadeira natureza espiritual… antes de regressar novamente a este corpo e ao véu do esquecimento que cobre a consciência.

O corpo permanece aqui, preso às leis deste mundo, mas a alma continua inquieta, procurando o caminho de regresso ao seu verdadeiro lar.

Porque a alma nunca se sente completa longe da sua origem divina.

Talvez esta saudade seja apenas o chamamento eterno da alma por Krishna… uma lembrança silenciosa de que pertencemos a Ele, e de que nenhuma felicidade conseguirá substituir a paz de estar novamente na Sua presença.

Insanidade?

Talvez aos olhos do mundo.

 

Sandra Dhriti Dasi

 
 
 

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