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Um espaço de verdade e conexão, onde cada palavra nasce do sentir e cada partilha convida ao regresso a ti.

Se te perderes, acha-te nas coisas que amas...

  • Foto do escritor: Anahata Terapias
    Anahata Terapias
  • 9 de jun.
  • 2 min de leitura

Há momentos na vida em que nos sentimos perdidos.

Os dias passam depressa, as responsabilidades acumulam-se e, sem darmos conta, começamos a afastar-nos de quem somos.

Deixamos para trás os sonhos, os hobbies, os pequenos prazeres que antes nos faziam sorrir. E, quando isso acontece, surge uma sensação estranha: estamos presentes, mas não nos reconhecemos totalmente.

Nesses momentos, talvez a solução não seja procurar respostas complicadas ou mudar tudo de uma vez.

Talvez seja mais simples do que pensamos: se te perderes, acha-te nas coisas que amas.


As coisas que amamos têm uma capacidade única de nos reconectar com a nossa essência. Pode ser a leitura de um livro, uma caminhada ao ar livre, a música que nos acompanha desde a adolescência, a escrita, a fotografia, a culinária ou uma conversa com alguém especial. São atividades que não exigem explicações nem justificações. Elas simplesmente fazem-nos sentir vivos.


No meu caso, esse reencontro aconteceu na minha vida espiritual e no Ayurveda, duas paixões que transformaram profundamente a forma como me vejo e como vivo.

É como regressar a casa depois de uma longa viagem.
É como regressar a casa depois de uma longa viagem.

Quando me senti desconectada de mim mesma, foi através da espiritualidade que encontrei silêncio, presença e propósito.

E foi no Ayurveda, esta ciência milenar da vida que tanto amo, que aprendi a ouvir o meu corpo, respeitar os meus ritmos e cuidar de mim de forma mais consciente e equilibrada.

O Ayurveda ensinou-me que o bem-estar não é apenas ausência de doença, mas um estado de harmonia entre corpo, mente e espírito.

Aprendi a valorizar os pequenos rituais diários, a alimentação adequada, o descanso, a conexão com a natureza e o autoconhecimento.

Mais do que uma prática, tornou-se um caminho de regresso a mim mesma.


Quando dedicamos tempo ao que amamos, recuperamos partes de nós que estavam adormecidas. Voltamos a ouvir a nossa voz interior, aquela que muitas vezes é abafada pelo ruído das obrigações e das expectativas externas.

É como regressar a casa depois de uma longa viagem.


Encontrar-se não significa ter todas as respostas.

Significa reconhecer aquilo que nos traz paz, entusiasmo e significado.

Significa perceber que a nossa identidade não está apenas no trabalho que fazemos ou nos papéis que desempenhamos, mas também nas paixões que cultivamos e nos momentos que escolhemos viver plenamente.


Por isso, se algum dia sentires que perdeste o rumo, não desesperes.

Faz uma pausa e pergunta a ti mesmo: o que me faz feliz? O que me faz esquecer o relógio? O que me faz sentir verdadeiramente eu?

As respostas podem estar em lugares simples e familiares.

E, muitas vezes, é precisamente aí que nos reencontramos.


Reencontrarmo-nos nas coisas que amamos é uma das formas mais bonitas de voltar a nós mesmos.


Sandra Dhriti Dasi


 
 
 

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