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O Amor Não Controla: Uma Reflexão Sobre Liberdade e Essência...

Foto do escritor: Anahata Terapias
Anahata Terapias
18 de ago.
2 min de leitura

Quando olho para trás na minha vida, percebo que, muitas vezes, confundimos amor com controlo.

É-nos ensinado assim. A sociedade, de uma forma ou de outra, foi-nos mostrando que amar é cuidar, proteger, antecipar, controlar. E vamos aprendendo isso tão cedo que, muitas vezes, nem questionamos.

Até que chega uma altura em que despertamos. Ou não. Depende de cada um.

E quando despertamos, começamos a perceber que, no amor, não existe controlo. Porque, quando existe controlo, o amor deixa de ser verdadeiramente livre.

E aqui quero deixar claro que não falo apenas do controlo que exercemos sobre o outro. Falo, sobretudo, do controlo que exercemos sobre nós próprios.

Controlamos o que sentimos. O que dizemos. A forma como nos mostramos. Tentamos corresponder, agradar, encaixar, ser aquilo que esperam de nós.

E é tão excessivo que, a certa altura, chega a doer.

Dói de tanto cansaço que causa na alma.

Quantas vezes deixámos de ser quem somos para sermos aquilo que acreditávamos que deveríamos ser?

Quantas vezes silenciámos partes de nós para não desiludir ninguém?

Amar quem somos quando ninguém está a olhar
Amar quem somos quando ninguém está a olhar

Quantas vezes confundimos amor com obrigação, presença com dependência, cuidado com controlo?

Talvez seja urgente começar a olhar para tudo isto com mais verdade.

É urgente amar sem fingir.

Sem ter de corresponder às expectativas de ninguém.

Sem precisar de provar nada.

Sem tentar controlar aquilo que sentimos ou aquilo que a vida nos traz.

É urgente aprender a amar só porque sim.

Só porque se ama.

E quando falo em amar, não estou necessariamente a falar de relações.

Falo de amar a vida.

De amar a liberdade.

De amar quem somos quando ninguém está a olhar.

De permitir que a vida seja vivida sem a necessidade constante de a controlar.

Porque talvez o verdadeiro amor comece precisamente aí: no momento em que deixamos de tentar controlar e começamos simplesmente a estar.

A sentir.

A aceitar.

A ser.

Quando estamos em paz e em amor, tudo na vida se torna mais leve.

Não porque a vida deixe de ter desafios, mas porque já não precisamos de lutar contra tudo aquilo que ela nos pede para sentir.

E talvez amar seja isso.

Dar espaço.

Dar liberdade.

Dar verdade.

E, acima de tudo, dar-nos a nós próprios a permissão para sermos quem somos, na nossa essência.


Sandra ✨Dhriti Dasi


 
 
 

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