O que ficou destes dias…

Ficou o acolhimento.
Ficou a presença.
Ficou a gratidão.
E ficou tudo aquilo de maravilhoso que cada vivência nos pode oferecer.
Ficaram palavras que tocaram a alma.
Ficaram abraços com calor, daqueles que nos envolvem para além do corpo e nos fazem sentir verdadeiramente recebidos.
E ficou, sobretudo, um toque de alma: a consciência de que estou num processo e de que também preciso de me permitir receber.
Durante muitos anos, para mim, a forma de amar foi dar.
Dar sempre.
Dar de mim, do meu tempo, da minha energia, do meu coração.
E, tantas vezes, esqueci-me de que também mereço receber.
Hoje compreendo que a vida pede equilíbrio. Que dar e receber fazem parte do mesmo movimento. Que permitir-me receber não diminui aquilo que tenho para oferecer — pelo contrário, nutre-me, completa-me e permite-me continuar a caminhar com mais presença e verdade.
Acredito no processo da vida.
Acredito que cada passo acontece no seu tempo e que, mesmo quando não sabemos exatamente para onde vamos, podemos confiar no caminho.
Este foi mais um dos muitos passos que dei em direção a mim mesma.
Um passo de entrega.
Um passo de abertura.
Um passo de amor próprio.
E, por isso, hoje sinto uma profunda gratidão.
Gratidão a mim, por me ter permitido.
Por ter aberto espaço para receber.
Por ter acolhido aquilo que a vida me quis oferecer.
E gratidão a quem me acolheu, a quem esteve presente, a quem me deu, a quem deixou palavras, abraços e pedaços de alma pelo caminho.
Levo comigo tudo o que ficou.
E, acima de tudo, levo a certeza de que também eu posso receber.
Com o coração aberto, continuo o meu caminho.
Um passo de cada vez.
Em direção a mim.
Sandra ✨Dhriti Dasi



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